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MonitoR7 A Covid paralisou os navios e exige cuidados nos passeios de barco

A Covid paralisou os navios e exige cuidados nos passeios de barco

A explosão de casos de Covid levou à suspensão dos cruzeiros marítimos pelo menos até o próximo dia 21, mas passeios de barco continuam operando e é preciso adotar cuidados contra a doença 

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Costa Fascinosa, um dos navios de cruzeiro que registraram muitos casos de Covid-19 no mês passado, o que levou à suspensão da temporada de viagens no Brasil

Costa Fascinosa, um dos navios de cruzeiro que registraram muitos casos de Covid-19 no mês passado, o que levou à suspensão da temporada de viagens no Brasil

Fernando Frazão/Agência Brasil

Os cruzeiros marítimos no Brasil estão suspensos pelo menos até o próximo dia 21. A suspensão foi anunciada no último dia 3 pela Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros (Clia Brasil) e já havia sido recomendada antes pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O motivo foi a explosão do número de casos de Covid-19 em passageiros e tripulantes de algumas embarcações. As viagens de navios de cruzeiro tinham sido retomadas em novembro passado, com autorização do Ministério da Saúde.

Segundo a Anvisa, nos primeiros 55 dias da temporada de cruzeiros, iniciada em novembro, foram registrados 31 casos de Covid-19. Já entre os dias 26 de dezembro e 3 de janeiro, houve 798 casos, um aumento superior a 25 vezes em nove dias.

Apesar de ter determinado a suspensão, a Clia Brasil, que representa as companhias que operam no país, lamentou a medida e disse que os protocolos de saúde estavam sendo respeitados e que conversa com o governo federal e outras autoridades para rediscutir a questão. Apesar disso, a associação admite que a atual temporada pode ser cancelada caso as partes não cheguem a um senso comum.

A explosão de casos nas embarcações é reflexo da piora no cenário epidemiológico no Brasil. Na última quinta-feira (6), o país registrou 45 mil novos diagnósticos da doença, um aumento de 477% nos registros, em comparação com a média móvel de duas semanas antes.

Esse aumento é propiciado pela Ômicron, que já é responsável pela maioria dos casos de Covid no país. A evolução da doença no mundo após o surgimento dessa variante demonstrou que ela é altamente transmissível e, ainda que não tenha provocado sintomas graves, pode provocar o retorno da crise nos hospitais pelo elevado número de casos.

Isso reforça a necessidade de precaução. E se os grandes navios de cruzeiro, que carregam milhares de pessoas, não estão mais viajando, pequenos e médios barcos continuam fazendo viagens de lazer e transportando dezenas e até centenas de passageiros em férias, nos rios brasileiros e nos oceanos.

Com mais de 7.000 km de litoral e imensos rios navegáveis, especialmente na região Norte, o país é um convite para passeios de barco. Uma pesquisa em sites de turismo que oferecem esse tipo de passeio permite constatar que não há muita preocupação com os cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus.

Geralmente, não há menções à limitação do número de passageiros em cada viagem, mas a promessa de disponibilização de álcool em gel para os viajantes. Os promotores citam a obrigatoriedade do uso de máscara, porém avisam que cada passageiro deve providenciar o próprio equipamento.

Por isso, se você quer incluir um passeio de escuna ou catamarã na sua programação de férias, é bom se informar bem, avaliar antes os riscos do passeio e se preparar com os cuidados necessários, por conta própria. Use uma boa máscara, evite aglomerações e mantenha as mãos constantemente higienizadas. E, principalmente, vacine-se e vacine sua família.

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