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MonitoR7 Americano foi absolvido por matar dois jovens negros em protestos?

Americano foi absolvido por matar dois jovens negros em protestos?

Zyle Rittenhouse baleou três pessoas com fuzil  nas ruas de Kenosha, Wisconsin, alegando legítima defesa

  • MonitoR7 | Do R7

Sean Krajacic/Pool via Reuters

A internet ficou movimentada no início da tarde desta última sexta (19/11), quando Kyle Rittenhouse, um jovem americano que em 2020 matou dois homens em meio aos protestos por justiça racial, foi considerado inocente pelo tribunal do júri. Muitos trataram o caso como disputa racial e afirmaram que Kyle teria assassinado dois jovens negros. 

O episódio aconteceu nas ruas de Kenosha, Wisconsin, em 25 de agosto de 2020. Era o terceiro dia de grandes protestos que eclodiram após um policial branco balear Jacob Blake, um morador negro da cidade, poucos meses depois do assassinato de George Floyd.

Rittenhouse, que tinha 17 anos na época, teria partido de Illinois, seu estado natal, e viajado cerca de trinta quilômetros para o Wisconsin, munido de um fuzil semi-automático e um kit de primeiros socorros, para participar desses atos. Um vídeo mostra que Kyle foi perseguido por um grupo de manifestantes e caiu no chão. Em seguida, alguns dos jovens se aproximaram e tentaram tirar a arma dele. Aí, Kyle atira contra os manifestantes. Os tiros atingiram Joseph Rosenbaum, Anthony Huber e Gaige Grosskreutz - os dois primeiros morreram devido aos ferimentos.

Porém, Joseph e Anthony eram dois homens brancos, assim como Gaige, que sobreviveu ao tiroteio. O evento nunca configurou um crime racial e nem Kyle foi julgado por isso. Aliás, os promotores do caso tentaram caracterizar Rittenhouse como um agitador em busca de violência e caos, por ter se deslocado de sua cidade até Kenosha e ido armado ao local do protesto, e nunca por "hate crime"(crime de ódio), que também engloba o racismo.

Em uma entrevista ao apresentador americano, Tucker Carlson, Kyle disse: "Este caso não tem nada a ver com raça, nunca teve nada a ver com raça. É sobre o direito de legítima defesa". Veículos nacionais de grande circulação também deram a notícia, com a informação de que as vítimas seriam homens negros. Mas a informação errada foi apagada, logo depois. Entre estes veículos, o jornal britânico The Independent.

Um tuíte do deputado federal Carlos Zarattini (PT) cometeu o mesmo erro. Na publicação, o deputado estava tentando acusar o colega de Congresso, Eduardo Bolsonaro, de racismo, por defender Kyle Rittenhouse.

Em nota dada ao MonitoR7, o Carlos Zarattini admite o engano: "No último dia 16/11, publiquei um tuíte com uma informação equivocada de que Kyle Rittenhouse havia assassinado duas pessoas negras durante um protesto antirracista nos EUA. De fato, Kyle Rittenhouse assassinou 2 pessoas brancas que apoiavam a manifestação.  Sua defesa alegou legítima defesa e foi absolvido".

Zaratini ainda acrescentou: "Continuamos repudiando qualquer tipo de violência racial e política e lamentamos tantas mortes causadas pelo livre porte de armas nos EUA".

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Reprodução/ Arte R7

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