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MonitoR7 Atendimento médico foi negado a idosa sem passaporte da vacina?

Atendimento médico foi negado a idosa sem passaporte da vacina?

Vídeo mostra mulher, com bengala, sendo impedida de entrar em hospital italiano, depois de conversar com segurança

Alessandro Di Marco/EFE/EPA - 10.11.2020

Circula pela Internet um vídeo de uma idosa sendo barrada na frente de um hospital, por não portar um “passaporte sanitário”. O vídeo tem aparecido muito no Twitter, acompanhado de legendas que dizem que a senhora teve o acesso à saúde negado. A publicação foi compartilhada por contas verificadas, com milhares de visualizações.

Na última sexta-feira (15), a Itália tornou obrigatório em seu território o uso do “Green Pass” para todos trabalhadores, até mesmo para os autônomos. O documento prova que o portador foi vacinado contra COVID-19, se recuperou da doença nos últimos seis meses ou teve um teste negativo para a doença nos últimos dias.

Os funcionários que se recusarem a cumprir o esquema podem sofrer multas de até  1.500 euros(quase 9.800 reais). Os empregadores também podem enfrentar penalidades financeiras, se não realizarem as verificações adequadas.

A decisão causou revolta por parte da população, que vem protestando contra a exigência do Green Pass desde que a lei foi promulgada em agosto. Qualquer notícia contrária ao passaporte - e muitas vezes contrária às vacinas - é compartilhada sem verificação, para fortalecer o movimento contrário ao documento.

É o caso do vídeo em questão. Ao assistir o vídeo com atenção ao diálogo entre o segurança e a mulher, é possível ouvir a palavra "visitatori" (que em italiano significa visitantes). Ou seja, a idosa estava tentando visitar uma paciente, e não receber atendimento médico.

Além disso, em nenhum momento, desde a introdução do passe sanitário na Itália, foi proibida a entrada em hospitais. E não faria sentido recusar tratamentos a pessoas que negaram a vacina, já que pessoas não-imunizadas compõem mais de 90% dos pacientes internados por covid e também os mortos pela doença, de acordo com o último relatório epidemiológico italiano.

O passaporte sanitário italiano é necessário para entrar em transportes públicos interregionais, em parques e museus, bares e restaurantes, universidades e, como dito anteriormente, para ir trabalhar, em lugares públicos ou privados. A lei não prevê a proibição de entrada em hospitais. Portanto, a medida de barrar visitantes sem o passaporte partiu do hospital, para reduzir a possibilidade de contaminar pacientes já internados.

Mais de 81% da população italiana com mais de 12 anos está agora totalmente vacinada, de acordo com os dados oficiais, desta terça-feira(20). E desde setembro o país começou a aplicar a terceira dose da vacina, em públicos específicos.

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Reprodução/ Arte R7

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