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MonitoR7 Fabricante de vacina libera funcionários de tomar o imunizante?

Fabricante de vacina libera funcionários de tomar o imunizante?

Publicações afirmam que funcionários não são obrigados a tomar vacina contra Covid-19 e nem o CEO da empresa foi imunizado

  • MonitoR7 | Do R7

Vacina da Pfizer contra Covid-19

Vacina da Pfizer contra Covid-19

Marco Bello/Reuters - Arquivo

Os funcionários da Pfizer não são obrigados a se vacinar contra Covid-19. E nem o principal executivo da empresa, o CEO, teria sido imunizado. Esse é o teor de várias publicações em redes sociais e mensagens divulgadas por aplicativos. Essas publicações tem sido disseminadas especialmente em grupos que combatem a vacinação ou tem restrições a uma ou mais das vacinas usadas atualmente para reduzir a contaminação pelo coronavírus.

Boa parte das publicações usa como fonte uma reportagem do site Breitbart, dos Estados Unidos, rede de notícias criada por Andrew Breitbart, de posicionamento político polêmico e que já enfrentou acusações racismo e antisemitismo.

A reportagem trazia uma carta interna da Pfizer, em que o vice-presidente executivo da empresa declarava que 80% dos funcionários já tinham se vacinado e aqueles que não tomassem a vacina teriam que se submeter a testes de Covid-19 duas vezes por semana. A divulgação do comunicado interno é anunciada como a revelação de um segredo da empresa.

Tanto a reportagem quanto as postagens divulgam estas informações de uma forma que coloca em dúvida a segurança e a eficácia da vacina, além das medidas adotadas por governos de vários países, exigindo a vacinação. Como se o fato da Pfizer não obrigar seus funcionários a se vacinar indicasse falta de segurança no próprio produto.

Algumas das postagens chegam a trazer a informação de que o próprio CEO da empresa, seu principal executivo, não teria sido imunizado. E citam uma viagem internacional que ele teria sido impedido de fazer, por não ter tomado a vacina.

Essa informação é falsa. Albert Bourla, CEO da Pfizer, tomou a segunda dose da vacina no mês de março passado. Ele realmente não pôde viajar a Israel, meses antes, por ainda não ter concluído sua imunização na época. Ainda não tinha chegado a vez dele receber a vacina.

Em relação à vacinação dos funcionários, a mensagem divulgada na reportagem da Breitbart reproduz um comunicado interno que realmente foi divulgado aos funcionários da empresa.  E que, portanto, não era um segredo. O dado de que 80% deles estavam vacinados não é negativo. Ao contrário, 80% é um excelente nível de imunização coletiva.

A empresa realmente não obriga seus funcionários a tomar a vacina mas, segundo o comunicado, incentiva que eles façam isso. E quem não concordar, por qualquer motivo, tem que se submeter a um esquema de testagem rígido, duas vezes por semana.  

Em nota enviada ao Monitor7, a empresa detalha seu procedimento interno: “A Pfizer está demandando que todos os colegas nos EUA sejam vacinados como condição de trabalho ou participem de testes COVID-19 semanais regulares,” segundo a nota.

A vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 recebeu o registro definitivo pela Anvisa(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em fevereiro de 2021.  O registro definitivo comprova que, para a agência brasileira, a vacina atende os critérios de qualidade, eficácia e segurança. A vacina também tem aprovação para uso das agências sanitárias dos Estados Unidos(FDA) e da Comissão Europeia.

Reprodução R7

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