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MonitoR7 Fora de contexto: usuários de rede social ignoram retratação de atleta inglês ao acusá-lo de homofobia

Fora de contexto: usuários de rede social ignoram retratação de atleta inglês ao acusá-lo de homofobia

Publicações no Twitter usam imagem de Jamie Vardy, do Leicester, chutando bandeira LGBT para apoiar decisão de outro jogador, Gueye, do PSG, de não usar camiseta com cores do arco-íris

  • MonitoR7 | Gabriel Herbelha, Do R7*

Vardy assinou bandeira e a doou à torcida

Vardy assinou bandeira e a doou à torcida

REUTERS/Catherine Ivill - 25.10.2020

Uma imagem em que o jogador de futebol Jamie Vardy comemora um gol, em dezembro de 2020, pelo seu time, o Leicester, no campeonato inglês voltou à tona nos últimos dias.

A comemoração efusiva ocorreu após um gol no último lance da partida, que deu a vitória a seu time contra o Sheffield United por 2 a 1, pelo torneio local. O problema da empolgação foi que Vardy chutou a bandeira de escanteio, que estava personalizada com as cores do arco-íris.

A bandeira com as cores do movimento LGBTQIAP+ faz parte de uma campanha da Premier League, o campeonato de futebol do Reino Unido. Nela, os clubes participam de ações que encorajam as lutas pela inclusão e de apoio a essa comunidade.

No entanto, sempre que há ações de inclusão no futebol, é exibida a foto de Vardy, como se ele representasse um adversário da causa LGBTQIAP+.

Porém, diferentemente do que usuários e publicações nas redes sociais tentam sugerir, Vardy parece não ter tido a intenção de ser homofóbico ou de criticar o movimento na comemoração.

O atacante inglês, que se empolgou com o gol crucial que deu a vitória a seu time, fez questão de consertar a gafe e colocar a bandeira no lugar.


Além disso, dias após o jogo, o próprio Vardy assinou a bandeira do arco-íris e a doou ao Foxes Pride, grupo de torcedores do Leicester que integra a comunidade LGBT.

“Foxes Pride, continuem com o bom trabalho!”, escreveu Vardy.

Mas por que essa história foi resgatada?

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O motivo de Vardy ter voltado a ser assunto foi a atitude recente de outro jogador, o meia senegalês Idrissa Gueye, do PSG.

O companheiro de Neymar na equipe parisiense teria se recusado a entrar em campo no sábado (14) por causa do uniforme usado por sua equipe, que pintou o número das camisetas com as cores do arco-íris, em apoio à causa LGBTQIA+.

No campeonato francês, os clubes participam, desde a temporada passada, de uma campanha contra a homofobia, bifobia e transfobia em jogos próximos a 17 de maio, Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia.

No entanto, pelo segundo ano consecutivo, Gueye ficou de fora do jogo quando o PSG usou a camiseta especial. No ano passado, a justificativa foi uma gastroenterite. Em 2022, o técnico da equipe parisiense, Mauricio Pochettino, alegou que o meio-campista precisava resolver problemas particulares.

A imprensa europeia publicou que na realidade Gueye pediu para não jogar por ser contra a defesa do movimento.

Em seu país de origem, o jogador recebeu o apoio de representantes do governo, que pediram respeito ao jogador por suas convicções religiosas. O meia é muçulmano. 

Em seu Twitter, o presidente do Senegal, Macky Sall, afirmou: "Eu apoio Idrissa Gana Gueye. Suas convicções religiosas devem ser respeitadas".

Usuários contrários à causa LGBT resgataram a foto em que Vardy chuta a bandeira com as cores do arco-íris para endossar o apoio à recusa de Gueye, muito provavelmente sem saber que se tratou apenas de uma comemoração de gol, e não de um ato de protesto contra a causa.

Portanto, pode-se dizer que é no mínimo curioso, para não dizer errado, usar a imagem de Vardy para demonstrar apoio a Gueye.

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* Estagiário do R7, com edição de texto de Marcos Rogério Lopes

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