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MonitoR7 Não tem mesmo o que agradecer: Fies não foi criado no governo Lula

Não tem mesmo o que agradecer: Fies não foi criado no governo Lula

Ex-presidente disse em rede social que não era necessário lhe agradecer por criar o programa de financiamento estudantil, lançado, na verdade, por Fernando Henrique 

  • MonitoR7 | Eduardo Reis*, do R7

Programas desse tipo existem desde a ditadura

Programas desse tipo existem desde a ditadura

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

No sábado (7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu a um tuíte dizendo que não era necessário lhe agradecer por ter criado o Fies (Programa de Financiamento Estudantil).

O reconhecimento realmente não é necessário, pois o programa de financiamento estudantil foi criado durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O assunto surgiu no Twitter, como uma resposta ao presidente Jair Bolsonaro, que publicou uma postagem sobre o desconto na renegociação das dívidas do programa.

"Lembrando que o Fies é um programa que foi criado no governo Lula e beneficia milhares de estudantes", provocou Jessilane Alves, bióloga e ex-BBB. O ex-presidente Lula respondeu: "Não tem o que agradecer. A universidade tem que ser para muitos, e não para poucos".

História do benefício

Há um programa de financiamento estudantil no Brasil desde o governo de Ernesto Geisel (1974-1979), ainda na ditadura militar. O Fies consolidado a partir da década de 2000 também não é um feito das gestões petistas.

No regime militar, em 1976, foi criado o Creduc (Programa de Crédito Educativo), alimentado por recursos arrecadados por meio das loterias. Em 1988, a partir da democratização e da nova Constituição, ele passou a ser gerido pelo Ministério da Educação, com o mesmo nome.

No segundo mandato de Fernando Henrique, o MEC reformulou o Creduc, que passou a se chamar Fies. O que o governo Lula fez foi ampliar o programa, diminuindo a taxa de juros e facilitando as condições de pagamento, já em 2010, no último ano de seu governo. A última atualização nele ocorreu em 2018, durante a gestão de Michel Temer (MDB).

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*Estagiário do R7, com edição de texto de Marcos Rogério Lopes.

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