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Coronavírus

Vacina da Pfizer pode alterar DNA?

Vídeo traz alerta para possível mudança no DNA em quem receber a vacina

Vacinação em Taguatinga-DF, com vacina da Pfizer

Vacinação em Taguatinga-DF, com vacina da Pfizer

Ministério da Saúde/Arquivo

Em fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) registrou, definitivamente, a vacina contra Covid-19 desenvolvida e fabricada pela Pfizer, em parceria com a BioNtech, empresa de biotecnologia alemã. 

De acordo com a farmacêutica, cerca de 44 mil pessoas foram submetidas ao programa de testes da vacina, que apresentou 95% de eficácia geral em toda a população que participou do processo. Os experimentos foram conduzidos em 150 centros nos EUA, Alemanha, Turquia, África do Sul, Brasil e Argentina.

A tecnologia implementada de produção dessa vacina é inédita. A chamada vacina de RNA Mensageiro difere das outras, pois em vez de inserir o vírus atenuado ou inativo no organismo de uma pessoa, ela ensina as células a sintetizarem uma proteína que estimula a resposta imunológica do corpo.

Em grupos de mensagens por aplicativo, uma publicação sobre a possibilidade dessa vacina causar alterações no DNA nos vacinados. Além disso, a mensagem afirma que as crianças que nascerem de pais que tomarem o imunizante, terão má-formação e DNA corrompido. A mensagem é encaminhada juntamente com um vídeo. Em apenas um dos grupos em que aparecem, cerca de 5.200 pessoas visualizaram mensagem e vídeo.

Em conversa com o MonitoR7, o consultor e especialista da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Alexandre Naime, explica que não existe a possibilidade das vacinas de RNA alterarem o código genético humano, já que esse RNA nem mesmo entra em contato com o núcleo das células, onde está o DNA. “Na realidade, ela funciona igual às outras vacinas, pois oferece um pedaço de RNA para que o nosso organismo desenvolva os anticorpos.".

Desdobrando o funcionamento da vacina, o RNA mensageiro, ou RNAm, é a molécula responsável por levar as instruções para a formação(síntese) de proteínas. Os anticorpos são proteínas. Então, o imunizante introduz essa sequência de RNAm, que contém a receita para que essas células produzam uma proteína específica do vírus. Dessa forma, o corpo humano pode reconhecer essa nova proteína como algo estranho e estimular a resposta imunológica. Essa resposta possibilita que o organismo, quando em contato com o vírus, reconheça o corpo estranho (antígeno) e o ataque com as células de defesa(anticorpos e linfócitos T).

Em nota ao MonitoR7, a Pfizer informa que, entre todos os voluntários, os estudos não registraram "infertilidade, nascimento de crianças com alguma doença ou de problemas relacionados à reprodução". 

No seu site, a empresa afirma que a vacina com RNAm simula o que acontece no organismo de quem realmente contraiu a doença, porém de uma forma que não prejudique ou possibilite a infecção da pessoa vacinada. Assim, a ideia é ensinar o organismo a se defender daquele invasor antes mesmo dele chegar no corpo do indivíduo.

Na última segunda-feira, o imunizante da Pfizer recebeu registro definitivo também nos Estados Unidos. A chefe da agência reguladora nacional, Food and Drug Administration(FDA), órgão equivalente à nossa Anvisa, Janet Woodcock, declarou que: "o público pode estar muito confiante de que esta vacina atende aos altos padrões de segurança, eficácia e qualidade de fabricação”.

Além da vacina Pfizer/BioNTech, o imunizante da Moderna, desenvolvido em parceria com o NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos), usa da mesma tecnologia da farmacêutica americana. A vacina de mRNA da Moderna apresentou 94,1% de eficácia geral nos testes, que foram conduzidos em 15 mil voluntários.

A farmacêutica norte-americana comunicou em seu site que os testes da vacina em gestantes foram iniciados em maio deste ano. O grupo é composto de 200 mulheres saudáveis, acima de 18 anos e que estão distribuídas em 4 lugares diferentes. Entre a 24ª e a 34ª semanas de gestação elas integrarão a Fase 2/3 de testes mundiais. A ideia é avaliar a segurança, a tolerabilidade e a resposta imune de duas doses da vacina. Além disso, o estudo pretende verificar a segurança para os bebês e a possível transferência de anticorpos de mãe para filho.

Até 15 de julho de 2021, já haviam sido entregues 16 milhões de doses da vacina da Pfizer para todos os estados brasileiros e Distrito Federal. O contrato de compra, assinado pelo governo federal, prevê 200 milhões de doses da Pfizer até o fim do ano.

E nesta quinta-feira(26), a Pfizer anunciou que sua vacina contra Covid-19 com a BioNTech será produzida também no Brasil, a partir de 2022. A produção será em parceria com o laboratório brasileiro Eurofarma. O RNAm virá dos Estados Unidos. A meta da farmacêutica é produzir mais de 100 milhões de doses por ano. 

De acordo com os dados disponibilizados pelo governo federal, a Covid-19 causou mais de 576 mil óbitos no país. Nos últimos 4 meses, a média móvel de casos caiu em 46%, enquanto a de óbitos diminuiu em 65%. No Brasil, cerca de 60% da população já recebeu ao menos a primeira dose do imunizante, o que representa mais de 125,3 milhões de pessoas.

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É fake que vacina da Pfizer altera o DNA

É fake que vacina da Pfizer altera o DNA

Reprodução/Arte R7

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