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MonitoR7 Vacinas contém grafeno para rastrear pessoas?

Vacinas contém grafeno para rastrear pessoas?

Vídeo traz afirmação de que Pfizer patenteou sistema de monitoramento baseado nessa substância

Vacina da Pfizer teve registro definitivo aprovado pela Anvisa no Brasil

Vacina da Pfizer teve registro definitivo aprovado pela Anvisa no Brasil

Patrick T. FALLON/AFP

Em grupos de Telegram e no WhatsApp, está sendo vinculado um vídeo em que um jornalista gaúcho acusa a farmacêutica Pfizer de patentear um sistema de rastreamento de pessoas vacinadas por controle remoto. por meio de microondas e grafeno. Um leitor do MonitoR7 pediu nos enviou o vídeo e pediu que as informações fossem verificadas. 

Sem apresentar fontes ou estudos, o homem afirma que as pessoas vacinadas estão sendo rastreadas através de torres telefônicas e satélites graças ao óxido de grafeno, presente nos imunizantes. O óxido de grafeno é a forma oxidada do grafeno, um cristal que pode ser tóxico para seres humanos.

No vídeo, o jornalista relata ainda que, segundo um “amigo especialista”, através de antenas de telefonia, as pessoas que não estiverem vacinadas serão localizadas e posteriormente, seriam "vacinados à força, presos ou mortos", pelos governos.

As afirmações são falsas. O Centro de Controle de Doenças (CDC) e a Food and Drug Administration (FDA), ambos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que aprovaram a aplicação das vacinas no país, disponibilizaram em seus sites a bula do imunizante da Pfizer.

Em ambas as publicações, são apresentados o mesmo ingrediente ativo, o mRNA modificado, e outros ingredientes inativos e não há óxido de grafeno na lista

A própria Pfizer desmentiu a afirmação à agência de notícias Reuters. “O óxido de grafeno não é usado na fabricação da vacina Pfizer-BioNTech COVID-19", afirmou Keanna Ghazvini, porta-voz da empresa.

Não há também nenhum registro de patente de um sistema semelhante de monitoramento. Trata-se de uma teoria da conspiração que vem sendo amplamente divulgada, juntando tecnologias completamente diferentes.

A afirmação também de que um sistema privado, de uma única farmacêutica, seria usado para que os governos localizassem as pessoas e fizessem vacinação forçada também não vem acompanhada de nenhum detalhamento para verificação. Sequer os países que participariam desse esquema são listados. Nenhum documento é apresentado.

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Legenda acompanhava vídeo de 5 minutos em que jornalista compartilhava informações falsas sobre a vacina contra a Covid-19

Legenda acompanhava vídeo de 5 minutos em que jornalista compartilhava informações falsas sobre a vacina contra a Covid-19

Reprodução/ Artes: R7

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